Trabalho Científico
Eficácia do repouso absoluto no tratamento da dor lombar aguda
1. INTRODUÇÃO
O corpo humano apresenta uma anatomia que possui funções essenciais tanto para se locomover quanto para dar suporte aos órgãos vitais, sendo revestidos de ossos e músculos. A estrutura básica do ser humano se encontra principalmente na coluna cervical, pois é ela que dá toda a sustentação da postura humana. Mas sabe-se que posição bípede do homem é fruto de uma adaptação músculo-esquelética que pode ser uma das principais causas das dores lombares.
A dor lombar na atualidade é um dos principais motivos das idas ao médico e como conseqüência o afastamento do trabalho, por exemplo. Muitas podem ser as causas das dores lombares e o presente estudo tem como objetivo apresentar as possíveis causas, explicando a relação da postura com as queixas mais comuns.
Em um outro momento este trabalho tratará das técnicas para diagnosticar cada dor específica, e como mensurar tais dores, que seria o passo fundamental para conhecer a patologia. Sendo assim seu respectivo tratamento, pois é de extrema importância que se conheça o fator determinante para a dor para que possa tomar as devidas providencias, seja no âmbito medicamentoso ou terapêutico.
Outras formas de avaliar, além das técnicas de imagem, também possuem bastante eficácia no mento de diagnosticar uma possível lesão, seriam as avaliações subjetiva e objetiva, que fará uma análise personalizada, avaliando não só o âmbito físico, como também as questões comportamentais do paciente, observando sua postura, sua movimentação, seus hábitos, entre outros.
Sendo assim, o devido tratamento deverá ser aplicado com base em todos os resultados obtidos nas mais diversas formas de avaliação, para isso poderão ser aplicados tratamentos a base de medicamento, que apresentaria um alívio imediato e/ou terapias alternativas, que poderão ter resultados mais a longo prazo.
Dentre as diversas terapias alternativas o presente estudo, traz o repouso absoluto, e que traz as seguintes questões a serem tratadas: se o repouso absoluto seria indicado para um grupo específico de pacientes? Seria contra indicado para paciente portador de lombalgia aguda seguidos de ciática? Entre outras questões que serão buscadas em pesquisas demonstradas neste.
Portanto a pesquisa justifica-se pela alta incidência da sintomatologia em todas as faixas etárias, sendo de grande interesse dos profissionais médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e outros, na aquisição de resultados conclusivos, da eficácia do repouso absoluto, para o tratamento de dores lombares agudas.
E que tem como objetivo não só o alívio dos sintomas álgicos lombares como também a redução do quadro álgico, a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e restabelecer a funcionalidade geral dos mesmos.
2. Anatomia Lombar
A coluna vertebral é constituída por unidades funcionais superjacentes. A coluna lombossacra é composta, em geral, pelas cinco vértebras inferiores dispostas sobre o sacro. Cada unidade funcional é formada por duas vértebras adjacentes separadas por um disco intervertebral (CAILLET, 2001).
Frankel & Nordin (2003), afirmam que a porção anterior é composta por facetas, processos espinhosos e transversos e ligamentos. Os arcos e corpos vertebrais formam o canal vertebral protegendo a medula espinhal. Os corpos vertebrais são progressivamente maiores na direção caudal, onde na região lombar são maiores e mais largos do que na região cervical e torácica permitindo uma maior sustentação de cargas as quais a coluna lombar está sempre sujeita.
O disco intervertebral sustenta, distribui cargas e restringe o excesso de movimentos sendo de grande importância funcional e mecânica. A porção interna, o núcleo pulposo, é composta de uma massa gelatinosa, que situa-se no centro de todos os discos, exceto nos segmentos lombares, pois a sua posição é levemente posterior. Durante atividades de vida diária está sempre sujeito à combinação de compressão, envergamento e torção. À medida que ele se torna menos hidratado, sua elasticidade, capacidade de armazenar energia e distribuir cargas diminuem gradativamente (HALL, 2000).
O tipo de movimento existente na coluna vertebral é determinado pela orientação das facetas. Na região lombar as facetas estão em 90º ao plano transverso e 45º ao plano frontal, permitindo flexão, extensão e flexão lateral, mas quase nenhuma rotação. Os processos espinhosos e transversos são locais de inserção para os músculos paravertebrais. Variações podem ocorrer de individuo para indivíduo. As facetas também têm função de sustentação de carga (COX, 2002).
- Ligamentos
Os ligamentos também têm grande importância na função da coluna lombar. Sendo o ligamento amarelo composto de 80% de elastina e 20% de colágeno. Por possuir grande elasticidade, esse ligamento age com contração durante a extensão da coluna e o seu alongamento durante a flexão. E também por sua elasticidade e extensibilidade permite a separação das lâminas durante a flexão da coluna vertebral, pois, segundo Hall (2000), é ele quem conecta as lâminas das vértebras adjacentes. Os ligamentos supraespinhais conectam a ponta dos processos espinhosos de C7 até o sacro. Acima de C7 continua-se como ligamento da nuca. Na zona lombar, ele é quase não distinguido do cruzamento das fibras de inserção dos músculos dorsolombares (RASCH, 1991; KAPANDJI, 2000; CAILLET, 2001; FRANKEL & NORDIN, 2003).
Os ligamentos interespinhais unem os processos espinhais adjacentes dividindo-se em três partes: ventral, medial, dorsal. Possui mais colágeno, então menos extensibilidade. O ligamento longitudinal posterior cobre a face posterior das vértebras lombares, diminuindo de largura enquanto desce até o sacro (CAILLET, 2001). Kapandji (2000) também afirma que esse ligamento não possui inserção na face posterior do corpo vertebral, pois se mantém separado por um espaço percorrido pelos plexos venosos perivertebrais.
O ligamento longitudinal anterior segue da parte anterior dos corpos vertebrais à partir da parte anterior do osso occipital até parte anterior do sacro, inserindo-se nos discos intervertebrais e nos aspectos anteriores dos corpos vertebrais, menos nas bordas superior e inferior. E também, na região lombar está firmemente ligado aos discos, às margens dos corpos vertebrais e ao sacro.
Sua principal função é prevenir a separação dos corpos vertebrais durante a extensão, participando também na estabilização da lordose lombar (WATKINS, 2001; CAMPOS apud SILVA; ANANIAS, 2002).
- Músculos
Os músculos paravertebrais são divididos em flexores e extensores. Os principais flexores são os abdominais (reto abdominal, oblíquos abdominais internos e externos, e o abdominal transverso) e o músculo psoas. Os principais extensores são o músculos eretor da espinha, o multiforme, e o intertransverso ligados aos elementos posteriores (FRANKEL & NORDIN, 2003).
Os músculos intersegmentares profundos em virtude de suas inserções, são extensores, flexores laterais e rotadores. Na face posterior da coluna vertebral existe o grupo eretor da espinha, que inclui o músculo espinhal, longuíssimo e iliocostal, sendo os principais extensores e hiperextensores do tronco. Os músculos eretores da coluna lombar são de grande importância na manutenção da coluna estática. São laterais os multífidos, indo da pelve à coluna torácica. Esse grupo de músculos é dividido em quatro: parte torácica do músculo dorsal longo, parte torácica do músculo iliocostal, parte lombar do músculo dorsal longo e parte lombar do músculo iliocostal. As fibras do multífido e as lombares do grupo eretor são extensoras e controlam a desaceleração e a flexão para frente (CAILLIET, 2001; HALL, 2000).
Os que também fazem parte da face lateral são os músculos quadrado lombar e psoas maior, funcionando bilateralmente para a flexão simples e unilateralmente para a flexão lateral da coluna lombar. O psoas está na frente do quadrado lombar. Os dois músculos do grupo lateral inclinam o tronco para o lado de sua contração, porém quando o quadrado lombar não exerce nenhuma ação sobre a lordose lombar o psoas determina uma hiperlordose e uma rotação de tronco para o lado oposto. O quadrado lombar é um músculo grande na parede abdominal posterior entre o psoas maior e o eretor da coluna, ele fixa-se na crista do ílio lateral às fixações do eretor da coluna com fixação também à 12° costela e nos processos transversos de L1-L3 (SMITH; WEISS; LEHMKUHL, 1997).
- Movimento
Quanto à flexão e extensão Kapandji (2000) e Frankel & Nordin (2003), afirmam que o corpo da vértebra suprajacente se inclina e desliza para frente, diminuindo a espessura do disco na parte anterior e aumenta a espessura na parte posterior. Os primeiros 50° a 60º de flexão da coluna ocorrem na coluna lombar, onde a flexão é iniciada pelos músculos abdominais e pela porção vertebral do músculo psoas. É aceito que quando os músculos eretores da espinha fletem completamente eles tornam-se inativos e são alongados.
Na flexão lateral de tronco, na coluna lombar, os espaços em formato de cunha entre as superfícies das articulações intervertebrais mostram variações durante esse movimento. A junção da rotação e da flexão lateral também acontece na coluna lombar com o corpo da vértebra rodando em direção da convexidade da curva. A rotação é permitida na coluna lombar cerca de dois graus em virtude da conexão dos processos articulares nesse nível (FRANKEL & NORDIN, 2003).
2.4 Pelve
A pelve consiste no sacro, cóccix e os dois ossos inominados, formados pela fusão do ílio, ísquio e púbis. A cintura pélvica dá suporte e proteção aos órgãos abdominais e também transmite forças vindas da cabeça, braço, e troncos aos membros inferiores (SMITH; WEISS; LEHMKUHL, 1997).
O sacro por ser mais largo em cima que em baixo em sua parte articular, é considerado como uma cunha que se incrusta verticalmente entre as duas asas ilíacas, sendo unido à elas por ligamentos (KAPANDJI, 2000).
As articulações formadas são: lombossacra, duas sacroilíacas, sacrococcígea e sínfise púbica, sendo muito importantes para permitir o parto (SMITH; WEISS; LEHMKUHL, 1997).
Conforme citado por Frankel e Nordin (2003) a transferência de carga da coluna para a pelve ocorre através da articulação sacroilíaca. E Watkins (2001) afirma que a disfunção em uma articulação sacroilíaca (SI) irá sobrecarregar não só a região lombossacra, mas a outra articulação SI, e assim vice–versa.
Smith, Weiss e Lehmkuhl (1997) mostram que a articulação sacroilíaca foi considerada imóvel por clínicos antigos, mas no século XX foi estabelecido que pequenos movimentos ocorrem nestas articulações tanto em homens como em mulheres. Por serem movimentos pequenos e difíceis de medir existe uma tendência em considerá-los insignificantes e de menor importância.
3. Alterações anatômicas
Para assumir a postura bípede, o homem se viu obrigado a realizar uma série de adaptações tanto viscerais quanto musculo-esqueléticas (BIENFAIT, 1989). Além disso, uma nova adaptação, da coluna vertebral, foi necessária para suportar as tarefas de uma vida diária moderna. Mas tal mudança parece se mostrar falha quando procuramos entender a relação entre dor e função da região lombar.
3.1 Dor lombar
Lumbago, lombalgia, lombociatalgia, “dor nas costas”, dentre outras, são denominações que se referem a um sintoma de dor na região inferior das costas, podendo se estender da altura da cintura até a prega glútea. A dor lombar constitui uma grande causa de morbidadee incapacidade, sendo sobrepujada apenas pela cefaléia, na escala dos distúrbios dolorosos que afetam o homem, além disso, é o quinto maior motivo de procura de pacientes por um fisioterapeuta (VROOMEN et.al., 1999).
Ela pode ser classificada como: dor aguda, sendo a de intensidade maior e até seis semanas de duração, subaguda, de seis semanas até doze de duração, ou crônica, normalmente de intensidade menor e mais de doze semanas de duração (WIESEL et.al., 1980). Nos Estados Unidos a dor lombar afeta homens e mulheres igualmente, com pelo menos um episódio de dor entre 30 e 50 anos. É também a causa mais comum de afastamento do trabalho entre pessoas com menos de 45 anos, além de acarretar altos custos com indenizações, exames e medicamentos.
Revisões clínicas sugerem que as origens mais importantes de dor lombar parecem ser o disco intervertebral, as articulações zigoapofisárias e a articulação sacroilíaca (MAITLAND, 1989). Entre os fatores de risco estão: obesidade, falta de condicionamento físico, torções e levantamento de grandes cargas. Entretanto tal sintomatologia também é comum em pessoas que não apresentam tais fatores.
Tendo ou não relação direta com o local de dor referida, a dor lombar é uma das principais causas de afastamento do trabalho do homem moderno, e seu diagnóstico específico, um grande desafio.
3.2 Dor lombar aguda
A principal característica da dor lombar aguda, além do tempo máximo de duração (ate seis semanas) , reside na incapacidade física que tal dor impõe ao seu portador. O termo lombalgia aguda, segundo Maitland (1989) usado em seu sentido mais amplo descreve uma síndrome lombar de início súbito, dor forte e persistente, restrição marcante dos movimentos lombares e sensação de “travamento da coluna”. Tal afecção é uma das principais causas de consulta médica nos paises industrializados, além disso os custos com medicação são enormes. Segundo a organização mundial da saúde causas específicas para determinadas dores agudas representam menos de 20% dos casos.
3.3 Etiologia da dor lombar aguda
Um modelo que tem sido proposto para explicar a evolução e progressão do sintoma doloroso, é o ciclo “espasmo-dor-espasmo”. De acordo com a teoria, um evento inicial qualquer provocaria um espasmo muscular paravertebral, tal espasmo muscular induziria a perpetuação do ciclo através de dor , que por conseguinte resultaria em aumento da contração muscular e também da dor. Em níveis neuroanatômicos, o espasmo inicial causado por um evento qualquer, estimula os nociceptores localizados nos tecidos periféricos, que por sua vez acionam as vias aferentes de dor ao nível das raízes ganglionares dorsais da medula espinhal. Tais sinais de dor são retransmitidos para as células do corno anterior (motor) da medula e então através das vias eferentes são provocados novos espasmos e então aumento dos níveis de dor (REEVES; ALGOOD; WISE, 2005).
3.4 Patogênese da dor lombar aguda :
Normalmente a lombalgia aguda esta relacionada a uma alteração mecânica do complexo articular intervertebral, uma forma de desorganização mecânica. Várias teorias foram propostas e também descartadas para justificar o sintoma doloroso. São elas: prolapso nuclear agudo do disco; hidropsia aguda do disco; rupturas anulares; lesões articulares apofisárias; rupturas ligamentosas;e lesões musculares primárias. Além disso, um quadro similar também é ocasionado por fraturas de vértebras, e nos idosos, por fratura patológica devido a osteoporose ou a tumores secundários.
A lombalgia aguda de ser considerada como uma síndrome na qual mais de uma condição pode produzir uma crise típica. Contudo é impossível diagnosticar a causa definitiva no paciente durante uma crise e as radiografias são padrões (MAITLAND, 1989).
3.5 Pressão intradiscal e dor lombar
Figura 1: Variação da pressão intradiscal. Fonte: Tribastone, 2001
É quando os problemas dorsais podem surgir, conforme cita Wan & Schimmels (1997), as lombalgias aparecem entre 5 e 8 Hz e é por essa razão que deve-se minimizar as vibrações. A dissipação das vibrações e choques brutais ocorre inicialmente nos discos inferiores, que são mais espessos: L4-L5 e L5-S1 (VIEL e ESNAULT, 2000).
Na postura sentada a carga exercida sobre L3 aumenta em 30%, diminuindo na posição ereta e reduzindo na posição de decúbito dorsal. Conforme afirma Tribastone (2001), esse fenômeno pode ser explicado com a hidrodinâmica do disco lombar; de fato, a pressão intradiscal, que é de 15kg por cm² na posição sentada, chega a 10kg na posição ereta e a 7kg na posição de decúbito (figura 1).
Alguns autores correlacionam diretamente o aumento de pressão dentro do disco intervertebral ao processo de dor lombar.O disco intervertebral é composto por duas porções funcionais: Um anel espesso externo composto por cartilagem fibrosa chamada de ânulo fibroso que envolve uma substância central gelatinosa conhecida como núcleo pulposo. As fibras colágenas do ânulo cruzam-se verticalmente, tornando-se a estrutura especialmente resistente a forças de inclinação e torção da coluna vertebral. O núcleo tem uma consistência extremamente fluida que o torna resistente à compressão. Os movimentos de flexão, extensão e flexão lateral da coluna produzem estresse compressivo de um lado dos discos. Entretanto, a compressão é a forma de aplicação de carga (KAPANDJI, 2000), à qual a coluna é, mais comumente, submetida durante a postura ereta (HALL, 2000).
A degeneração do disco é um processo natural e que ocorre com o passar dos anos que apresenta diminuição na capacidade de retenção de água. Além disso, a contínua ação da aplicação da carga sobre o disco por um período de várias horas resulta em uma diminuição ainda maior da sua hidratação. Por esta razão, uma pessoa normal sofre uma redução de altura de aproximadamente 1 cm durante o curso de um dia. Uma vez que a pressão sobre os discos seja aliviada, eles rapidamente absorvem água e aumentam seus volumes e alturas. A manutenção do corpo em uma posição estática por certo período de tempo afeta negativamente na integridade do disco intervertebral.
No campo da ergonomia vários autores trouxeram contribuições importantes sobre a pressão intradiscal (Figura 2). Entre eles os pesquisadores suecos Nachemson e Elfström citados por Grandjean (1998), que analisaram com métodos muito precisos, a pressão interna dos discos intervertebrais em diferentes posições do corpo e neste estudo, constataram que um aumento da pressão interna do disco intervertebral pode ser interpretado, como um aumento de sobrecarga e desgaste dos discos. Os resultados desses pesquisadores devem ter uma valorização médica importante. Chegaram eles a conclusão de que a pressão do disco foi convencionada a 100% na postura de pé. A Figura 9 apresenta o efeito de quatro posições do corpo sobre a pressão interna do disco intervertebral entre as vértebras lombares:
Figura 2: Efeito de quatro posições do corpo sobre a pressão interna do disco intervertebral entre as vértebras lombares . Fonte: Grandjean (1998).
Nachemsonn (GRANDJEAN, 1998) demonstrou que pequenos volumes de líquido injetados dentro do disco intervertebral provocam grandes aumentos da pressão dentro do disco. O autor comparou o disco intervertebral como sendo um espaço hidráulico fechado, com o núcleo pulposo que é um gel mucoproteico, contido pelo anel fibroso e por dois planos cartilaginosos rígidos. Experimentalmente, demonstrou que discos de cadáveres humanos apresentam uma pressão de 1.175mmHg. demonstrou também que o disco não é facilmente deformado pelo aumento da pressão, significando que a ocorrência de aumento de pressão no disco não se dissipa facilmente.
Os autores relacionaram também o aumento da pressão intradiscal com presença de doença discal. Por exemplo, portadores de lesões do anel fibroso descrevem sua dor como mínima ao deitar, piorando quando sentado e são freqüentemente vistos de pé na sala de espera das clínicas ao invés de sentados. Pressões intradiscais extremamente altas são registradas quando o indivíduo senta inclinando-se para frente.
3.6 Outras causas de dor lombar
Existem algumas causas possíveis para a dor lombar, incluindo a escoliose (desvio lateral da coluna vertebral), espondilolistese (escorregamento anterior de uma vértebra sobre a outra), estenose vertebral (diminuição do diâmetro do canal vertebral), diferença de comprimento dos membros inferiores, hipermobilidade articular e outras alterações posturais. A doença de Sheuermann (osteocondrose vertebral) é uma patologia que afeta a coluna torácica e as epífises envolvidas, resultando na vértebra em cunha. Fratura de um corpo vertebral ou de um processo transverso e fratura/deslocamento pode ocorrer por trauma ou ser secundária a tumores ou osteoporose. Outras causas possíveis de dor lombar são osteoporose, desequilíbrio muscular, gravidez, patologia renal, doença ginecológica, malignidade, aneurisma aórtico, síndromes de overuse (uso excessivo), lesões miofasciais ou de tecidos moles, inflamação do disco, e muitas outras condições clínicas.
A dor lombar idiopática e psicogênica não tem causa conhecida; todos os aspectos investigados se apresentam fisioterapeuta logo descobrem que técnicas, teorias e terapias surgem, evoluem e são então desacreditadas, comprovadas ou modificadas, com regular freqüência. Fisioterapeutas habitualmente divergem ou fornecem orientação conflitante sobre como abordar, examinar e tratar a coluna vertebral. Embora novas idéias e o debate sejam importantes, se os fisioterapeutas irão obter um conhecimento mais profundo sobre a dor lombar, a situação pode ser confusa para os estudantes e depressiva para os profissionais
4. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
É natural nos paralisarmos frente a qualquer sintoma maior de dor, seja qual for a região afetada do nosso corpo. Nada mais instintivo e fisiológico que ficarmos imóveis perante uma sensação de dolorimento que pode ser desencadeada e ou agravada por qualquer tipo de movimento. O ciclo espasmo- dor- espasmo explica muito bem esta situação, onde um evento inicial causa uma contração paravertebral sustentada (espasmo) que por sua vez induz a um aumento da dor, aumentando o espasmo e retroalimentando o ciclo (REEVES, ALGOOD, WISE, 2005). Por isso é de extrema importância um diagnóstico preciso e o tratamento adequado.
4.1 Diagnostico de dor lombar
É clara a dificuldade de se obter um diagnóstico preciso frente a uma sintomatologia de dor e ou restrição envolvendo a coluna lombar. Principalmente pela dificuldade de se relacionar os padrões de dor a uma origem exata, a avaliação da lombar deve seguir uma linha de raciocínio coerente e detalhada que reduza as diferentes possibilidades diagnósticas (MAITLAND, 1989).
A investigação de uma provável patologia lombar deverá correlacionar o sintoma doloroso a três possíveis causas: patologia espinhal séria (cerca de 1%), acometimento nervoso (acima de 4%) e dor mecânica simples (cerca de 100%) (acute and cronic low back pain). Segundo o guia para tratamento de dor aguda da coluna vertebral do Royal College of General Practitioners devera ser feita uma triagem prévia para que os casos de lumbago sejam subdivididos em três grupos principais, citados anteriormente. O Royal College também preconiza os seguintes passos para um diagnóstico de dor lombar aguda:
4.2 Avaliação do sintoma de dor
A avaliação dos sintomas de dor precisa incluir informações mensuráveis e reproduzíveis, que identifiquem a fonte de dor, direcionem o clínico para métodos apropriados de tratamento, e que assistam no estabelecimento. Diversas escalas foram desenvolvidas para mensurar a intensidade da dor, incluindo-se as escalas numéricas, as escalas de categorias de expressões verbais, as escalas analógicas visuais ou quantitativas não numéricas, as fisiológicas e as comportamentais (TEXEIRA; FIGUEIRÓ, 2001).
De acordo com Mirabelli (1994) uma abordagem fácil e efetiva para estimar a intensidade da dor envolve fazer o paciente estimar o nível corrente de desconforto em um dos seguintes modos: 1o Escala de estimativa verbal: o paciente estima a dor em uma reta que é subdividida da esquerda para direita em intensidades de dor gradualmente crescentes, onde é medida pelo o examinador, a reta possui 10 cm ou 100 mm; 2o Escala análoga visual (VAS) (figura 3): o paciente estima a dor em uma reta com subdivisões numéricas de O (sem dor), 5 (dor moderada), 10 (dor de máxima tolerada); 3o Estimativa de dor: onde o paciente estima a dor em uma escala de O a 100, onde O representa uma ausência e dor e 100 a dor mais intensa possível. Nas duas últimas proporciona ao examinador, números que dão informações necessárias.
0mm 100mm
l_______________________l_______________________l
Figura 3: Escala análoga visual da dor. Fonte: Mirabelli, 1994
4.3 História clínica e exame físico:
A grande maioria dos casos de dor lombar são esclarecidos em pouco tempo e não estão relacionados a algum problema sério. Na maior parte das vezes a história clínica do paciente seguido de um exame físico são suficientes.
- Técnicas de imagem
No exame de tomografia computadorizada, o disco herniado aparece como uma protusão focal do disco que desloca a gordura epidural. O material discal herniado é tipicamente hiperdenso em relação ao saco dural não contrastado e as suas raízes nervosas adjacentes. O saco dural ou as raízes nervosas adjacentes podem ser vistos identados, desviados ou comprimidos (GANS; LISA, 2001).
Cada paciente que refere dor lombar, acompanhada ou não de ciática, merece cuidadoso estudo de sua história, exame físico; testes de laboratório e Raios X podem ser necessários para chegar a um diagnóstico apropriado. A rotina dos exames radiográficos não contribui para o diagnóstico de uma hérnia discal, porém podem ajudar a excluir outras causas de dores lombares ou ciáticas (SALTER, 2001). A tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ser utilizadas para obter-se uma visão dos discos, nervos e outros tecidos moles. O imageamento por ressonância magnética é uma técnica não invasiva que pode ser usada em diferentes planos para delinear tecidos ósseos e moles.
Essa técnica é usada para diagnosticar tumores, para ver a medula espinhal dentro do disco ou lesão traumática. A delineação dos tecidos moles é muito maior em ressonância magnética que com tomografia computadorizada. O núcleo pulposo e o anel fibroso através da ressonância magnética, são mais fáceis de serem diferenciados, devido a seus conteúdos de água, o que acaba tornando a modalidade preferida de imagem em suspeita de doença discal (MAGEE, 2002).
Para discografia, corante de contraste radiopaco é injetado no núcleo pulposo.
Esta não é uma técnica comumente usada, mas pode ser aplicada para ver se a injeção de corante reproduz os sintomas do paciente, tornando-a diagnóstica (MAGEE, 2002).
Um mielograma, o qual pode, ocasionalmente ser necessário, envolve a injeção de líquidos (contraste) dentro da coluna vertebral para melhor delinear os discos e nervos, é indicada quando um tratamento cirúrgico para hérnia discal já está planejado. Dependendo do resultado dos estudos iniciais, outros testes podem vir a ser necessários. A eletromiografia oferece informações sobre a função dos nervos ou sobre lesões nos mesmos (APLEY, 1998).
A tomografia computadorizada é um método planar, segmentar que permite boa avaliação dos desarranjos discais, das alterações degenerativas das faces intervertebrais e das articulações zigoapofisárias.
A ressonância magnética é um método multiplanar que não utiliza radiação ionizante com um amplo campo de visão, permite boa avaliação dos desarranjos discais e das alterações degenerativas. É particularmente útil na análise do canal vertebral, incluindo cone medular , raízes da cauda equina e medula óssea. Normalmente a eletoneuromiografia não é indicada em casos de D.L.A., mas mostra-se importante para se obter informação sobre a fisiologia da raiz nervosa, quando acometida. Também a densitometria óssea não esta indicada como exame de investigação inicial nos casos de dor lombar mecânica ou não, aguda ou não, podendo ser útil nos casos em que o raio-x simples mostra a presença de deformidade vertebral, do tipo colapso ou osteopenia radiológica (CECIN et.al., 2001)
Técnicas de imagem são usadas com pouca frequência, exceto em casos considerados RED FLAGS (bandeiras vermelhas). Ou seja, sinais ou sintomas apresentados pelo paciente que possam ser devidos a outras enfermidades sistêmicas que não a lombalgia aguda mecânica (CECIN et.al, 2001).
- Dor que perdura por mais de 1 mês
- Sinal de fraqueza muscular
- Acidente com probabilidade de envolvimento vertebral
- História de câncer
- Dor muito intensa
- Dor torácica
- Idade < 20 ou > 55 anos
- Outros exames
Outros exames como de sangue e de urina, podem ser úteis para a detecção de processos infecciosos, artrite, ou outras condições.
4.4.1 Avaliação subjetiva:
Compreende uma minuciosa investigação da estória de vida do paciente, do seu problema e desta relação já estabelecida. A anamnese compreenderá a elaboração de perguntas objetivas, de fácil compreensão e que não induzam o paciente a respostas prontas. Lembrando sempre que o paciente deve ser visto como um todo, nesta primeira etapa é importante que o indivíduo a ser avaliado sinta-se tranquilo e a vontade para falar sobre o seu problema de preferência com suas palavras. São perguntados tópicos relacionados à :
- Identificação e informações gerais
Nesta parte da entrevista, além de uma completa identificação do indivíduo, procura-se levantar informações sobre atividades laborativas atuais ou pregressas, se houver, ambiente de trabalho, práticas desportivas, posturas adotadas durante o repouso, colchões e travesseiros.
- Sinais e sintomas específicos
A maioria dos pacientes procura ajuda em decorrência de algum tipo de dor. Esta dor deve ser analisada nos seguintes aspectos:
- Localização
Dependendo do segmento pode ser classificada como uma cervicalgia, dorsalgia ou lombalgia.
- Intensidade
Pode ser classificada como leve, moderada e intensa.
- Duração
Quanto a duração, uma lombalgia pode ser classificada em aguda (7 dias de duração), subaguda (1 a 4 semanas), “em risco” (4 a 12 semanas) e crônica (mais de 12 semanas).
- Modo de início
Súbito ou gradual.
- Ritmo
De uma forma geral doenças relacionadas a processos inflamatórios intensos pioram com o repouso prolongado, em contra partida, doenças mecânicas ou degenerativas melhoram com o repouso dado as articulações.
- Irradiação
Dores que se irradiam para outras regiões normalmente estão relacionadas com comprometimento radicular.
- Fatores precipitantes e agravantes
Deve-se relacionar a dor com alguma atividade ou estado emocional agravante.
- Fatores de melhora da dor
Deve-se também relacionar uma melhora da dor com repouso, variações de decúbito, calor e etc.
4.4.2 Avaliação objetiva:
O principal da avaliação objetiva, ou exame físico, é determinar a estrutura anatômica comprometida. Para tal, deve-se seguir uma sequência lógica, compreendendo inspeção, movimentação e por ultimo palpação (MAITLAND, 1989).
- Inspeção estática e exame postural
O papel de uma avaliação postural é detectar alterações que influenciem a coluna vertebral na postura estática, sejam elas de caráter congênito ou adquirido (doenças, hábito, fraqueza muscular e etc.). Na postura deficiente ocorre um desequilíbrio entre as estruturas ósteomusculares que sustentam o corpo. Tais desequilíbrios determinam traumas crônicos sobre as articulações e estruturas adjacentes, sendo então considerados elementos favorecedores ou facilitadores das principais algias da coluna vertebral. O exame postural deve ser realizado em um ambiente bem iluminado, tranquilo, onde o paciente possa caminhar e ser observado como um todo.
Serão observadas alterações da coluna vertebral, principalmente aos níveis cervical, dorsal e lombar. Este merecedor de especial atenção por se tratar de uma região extremamente problemática e confusa quanto a um diagnóstico preciso. A região lombar poderá sofrer alterações que a levarão a uma retificação, uma hiperlordose, ou até mesmo uma escoliose. Uma vez identificado o desvio, cabe ao terapeuta investigar as possíveis causas deste desvio.
Seguindo uma sequência lógica, serão observadas alterações ao nível das cinturas escapulares e cinturas pélvicas. Aquelas serão avaliadas com relação ao seu posicionamento em relação a si mesmas e ao gradil costal, e estas com relação a um desnível, uma maior inclinação anterior ou posterior, ou até mesmo uma rotação de um dos lados do quadril em relação ao outro.
Possíveis alterações em membros inferiores merecem especial atenção, pois podem influenciar de forma ascendente todos os segmentos supra citados. As principais anamalias causadoras de deformações e compensações, a começar pelos pés, são: pés planos, pés cavos, calcanhar em valgo, calcanhar em varo, joelhos em vago, joelhos em varo e possíveis diferenças entre os membros inferiores.
- Inspeção dinâmica
Nesta fase a movimentação, em si, da parte afetada será o maior referencial do exame. A “atitude” do segmento corpóreo em movimento poderá nos revelar sinais de dor, diminuição da amplitude de movimento e até mesmo compensações. Testes dinâmicos passivos ou isométricos também poderão ser aplicados, porém com significância diminuída frente aos testes ativos. Serão explorados todos os planos de movimentações sobre todos os eixos das principais articulações correlacionadas ao problema segundo o exame subjetivo.Particularmente, a coluna lombar, esta diretamente relacionada com a região sacral, o que demanda uma inspeção mais elaborada e que explore funcionalmente tais articulações concomitantemente.
- Flexão lombar
O movimento normal de flexão da coluna lombar para frente é um movimento muito importante, e deve ser realizado com suavidade e segurança pelo indivíduo, assim como o movimento de retorno da flexão. Para tal , movimentos combinados de flexão mais rotação, flexão mais inclinação lateral e flexão mais sobrecarga, são muito importantes para identificar uma área de dor, assim como se certificar da completa recuperação do local.
- Extensão lombar
A inspeção da extensão da coluna lombar, assim como na flexão, exige a associação de movimentos. Além disso é fundamental a participação da pelve para se determinar com exatidão o local da dor, visto que determinado posicionamento da pelve (anteversão ou retroversão) pode mascarar o local preciso da dor.
- Flexão lateral (em pé)
O exame de flexão lateral da pelve é mais esclarecedor, quando compara a qualidade do arco de movimento da coluna como um todo, de um lado para o outro.
- Rotação
Os movimentos de rotação são mais bem mensurados quando realizados de forma ativa. No entanto, tal rotação, tem muito mais valor quando realizada concomitantemente com flexão lombar, ou extensão, ou flexão lateral para a esquerda , ou para a direita.
- Exame neurológico
Especial atenção deve ser dada ao paciente com dores irradiadas para os membros inferiores, uma vez que as repercussões clínicas nesses membros podem levar a alterações de sensibilidade, força muscular e dos reflexos. Em relação à região lombar, é sugerido um exame neurológico simplificado, justificando que 90% das radiculopatias, clinicamente significantes, devidas à hérnia de disco intervertebral, envolvem as raízes L5 (espaço L4-L5) ou S1 (espaço L5-S1). Pode ser iniciado, pedindo-se ao paciente que deambule normalmente para avaliação do tipo de marcha. Em seguida, ele deve caminhar na ponta dos pés e nos calcanhares para testar as raízes S1 e L5, respectivamente. “” O teste denominado “elevação da perna estendida”, também conhecido como” lasegue” talvez seja o mais conhecido para identificar um problema discogênico lombar.
Os reflexos podem estar aumentados, abolidos ou diminuídos. No caso de afecções de comprometimento lombar, como hérnia discal ou osteófitos posteriores torna-se necessário pesquisar os reflexos profundos patelar e aquileu, pois podem estar abolidos ou diminuídos
- Sensibilidade
A sensibilidade superficial pode ser dividida em tátil, térmica e dolorosa. A sensibilidade dolorosa pode ser testada com um estilete rombo. No caso da avaliação da sensibilidade tátil, pode ser usado um chumaço de algodão, que devem ser roçados nas áreas referidas da lesão. O paciente deve manter os olhos fechados e assim retestar as áreas simétricas.
- Força muscular
No caso do paciente referir dor lombar com sintomatologia em membros inferiores, é imprenscindível tetar a extensão dos joelhos (L2, L3, L4), a flexão plantar (L4, L5) e a dorsiflexão dos pés (S1)
- Testes especiais
Alguns testes se fazem necessários, no caso de acometimentos envolvendo a região lombar. São eles: teste de elevação da perna estendida, teste do nervo femural e testes que exploram as articulações sacro-ilíacas.
- Palpação
Por se tratar de uma exploração que exige contato físico, e em muitos casos, com áreas de alto nível de irritação tecidual, aconsellha-se realizar este exame por último. A palpação deverá ser realizada com compressão da polpa do polegar e o resto da mão espalmada sem apoiar no tegumento da pele.
4.5 Tratamento da dor lombar aguda
O principal objetivo do tratamento da dor lombar aguda é quebrar o ciclo espasmo-dor, e então trazer alívio e função para aquele paciente. Para facilitar este objetivo, numerosas são as técnicas de tratamento estudadas. Normalmente o estudo de tais técnicas focalizam o efeito do tratamento em indivíduos com afecções lombares parecidas (14,23,26,31). Exemplos como alongamentos globais, manipulações, eletroestimulação, crioterapia, manutenção das atividades diárias, massoterapia e outros, são estudados e preconizados por diversas correntes terapêuticas. Além disso, numerosos estudos comparativos entre as técnicas são realizados no intuito de se obter resultados realmente eficazes e seguros. Gradualmente, os efeitos de algumas intervenções terapêuticas estão sendo comprovados e protocolados para que no futuro possamos ser mais eficazes no tratamento da dor lombar aguda.
4.5.1 Terapia medicamentosa
A escassez de comprovantes clínicos limita a atuação do fisioterapeuta e impõe precauções, estas norteadas pelo exame subjetivo. Muita das vezes a terapia medicamentosa torna-se imprescindível para o alívio imediato de um paciente portador de uma crise de dor aguda. O uso de agentes farmacológicos é vital, pois reduz a dor e facilita uma utilização precoce de terapias manuais e outras técnicas de reabilitação. (REEVES; ALGOOD; WISE, 2005)
Segundo o boletim da organização mundial de saúde (EHRLICH, 2003), o tratamento medicamentoso tem se mostrado muito eficaz no combate a crise álgica lombar. O uso de antiinflamatórios não esferóides associados com relaxantes musculares (benzodiazepinicos) tem mostrado eficácia ao trazer o processo doloroso para níveis suportáveis, a curto prazo. Revisões feitas através de estudos randomizados controlados por Cochrane Back Group mostraram também, além da sua eficácia, o aparecimento de efeitos colaterais tais como dores abdominais, boca seca, diarréia e cansaço quando administrados em altas doses e especialmente em pessoas de idade elevada (HAGEN et.al, 2006).
4.5.2 Terapias alternativas
Além do uso de antiinflamatórios, analgésicos e miorrelaxantes, várias são as terapias preconizadas para o alívio da dor aguda. São elas: repouso absoluto, tração lombar, T.E.N.S., massagens, crioterapia, manipulação, acupuntura, injeções epidurais, coletes posturais e etc. Em sua maioria, revisões sistemáticas feitas através de estudos randomizados controlados, realizadas por Cochrane Back Group mostraram a falta de resultados conclusivos ou até mesmo a ineficácia destas.
4.5.3 O Repouso absoluto
Segundo Rozember o repouso absoluto é uma das mais antigas formas de tratamento para dor lombar (ROZENBERG, et.al, 2001).
Sempre associada a qualquer que seja a terapia adotada, a posição deitada e imóvel ainda é amplamente prescrita para o tratamento de dores lombares. Frases como “repouso absoluto” e “deixe a dor ser seu guia” reforçam esta idéia (HAGEN et. al, 2006). O raciocínio clínico é fundamentado pelo fato que muitas pessoas experimentam pelo menos uma vez,principalmente na idade adulta, DLA, vários são os pacientes que referem alívio dos sintomas quando deitados em supino e finalmente que a posição diminui a pressão intra discal (1).
Segundo Nachemsom (1989), o repouso deve ser estabelecido em posição supino para menor pressão intra discal, respeitando apoio das curvas cervical e lombar, apoiando os joelhos em semi-flexão para reduzir a tração dos ísquios e psoas no ilíaco sobre a curva lombar. A posição deitada com elevação dos membros inferiores pode ser substituída por uma postura em decúbito lateral com um travesseiro entre os joelhos para maior conforto do paciente (LEHRICH, 1996). Em um estudo controlado e randomizados foram separados em grupos, pacientes com dor lombar, pré determinados a se tratarem apenas com repouso absoluto. O grupo foi orientado sobre a posição mais confortável através de uma figura , nesta figura foi mostrada que a posição de repouso deveria ser deitada de supino com joelhos semi flexionados. Foram orientados também a manterem tal posição por no máximo 48h, abandonando a posição somente quando necessário (MALMIVAARA et. al, 1995).
O repouso objetiva melhorar as condições da igroscopia discal e reduzir o processo inflamatório. Não deve ultrapassar 48h por razões funcionais. Outro estudo controlado onde procura-se aferir a validade do repouso absoluto
No estudo onde tenta demonstrar a falta de comprovações para os benefícios da postura deita na dor lombar aguda (VROOMEN et.al, 1999) os pacientes são orientados a adotarem a postura de supino, além de um travesseiro para a cabeça.
Em outro estudo os pacientes foram divididos em grupos de exercícios, de repouso e ativos. No grupo de repouso os pacientes eram orientados a ficarem na posição de supino, por dois dias e além disso adotarem a posição chamada de semi-fowler, ou seja deitados de barriga para cima e com joelhos apoiados em uma cadeira (MALVIVAARA et.al, 1995)
5. Materiais e métodos
Este estudo foi realizado através de levantamento de dados encontrados na literatura já existente, no período de janeiro de 2006 a janeiro 2007 . Foram realizadas pesquisas bibliográficas por meio dos livros dispostos no acervo das bibliotecas da Universidade Federal de Juiz de Fora e através do banco de dados do infocentro, situado na biblioteca central da U.F.J.F. Através do portal de acesso livre CAPES foram realizadas buscas de periódicos, artigos originais e de revisão, utilizando-se o do banco de dados Bireme, Pubmed, Medline, Cocrhane Library, New England Journal of Medicine, Scielo,W.H.O. e IBICT. Os idiomas pesquisados foram o português, inglês e espanhol, sendo o idioma inglês o fornecedor do maior numero de dados atuais sobre o tema em questão. Os termos utilizados para pesquisa foram “bed rest”, “acute low back pain”, “dor lombar aguda”e “repouso absoluto”.
6. Eficácia do repouso Absoluto
Apesar de alguns estudos passados e revisões se mostrarem favoráveis a respeito da eficácia do repouso como tratamento da dor lombar (WIESEL et.al, 1980 ), no estudo realizado por Vroomen (et.al, 1999), não foi evidenciada que o repouso absoluto para pacientes portadores de dor lombar aguda e sciátia seria o tratamento mais eficaz. Vroomen (et.al. 1999) também ressalta a ausência de efeitos adversos, decorridos do tempo de repouso, sempre citados em estudos anteriores.
Também em um estudo controlado e randomizados (WILKINSON, 1995), não foi evidenciada a superioridade do tratamento através do repouso absoluto para pacientes com lombalgia aguda. Os pacientes do grupo de estudo ( 20 pacientes ) foram instruídos a realizarem repouso absoluto por 48 h, enquanto os pacientes do grupo de estudo foram alertados a se manterem ativos ( 22 pacientes ). Não houveram diferenças estatísticas entre os grupos no que diz respeito a média de idade, 35.2 anos e 41.2 anos, respectivamente, ou a média de duração do episódio de dor lombar, 3.0dias e 3.3 dias respectivamente.
Com relação ao tempo de repouso, em um estudo randomizados e controlado em pacientes com DLA (PATEL; ABNA, 2000) , não ficou evidenciada a superioridade na evolução do quadro sintomatológico do grupo de tratamento de sete dias de repouso em relação ao grupo com apenas dois dias de repouso. O grupo com menor tempo de repouso também perdeu 45% menos dias de trabalho. Em uma revisão sistemática realizada por Tulder e Koes (2002), através de RCTs ( randomizad controled trials ) foram realizados estudos comparativos entre um grupo de tratamento com repouso no leito e grupos dos mais diversos tipos de tratamento para dor lombar aguda (TULDER; KOES, 2002). Cinco RCTs ( 663 pacientes ) comparando repouso no leito versus nenhum tipo de tratamento, não foram encontradas diferenças significantes entre os grupos. Cinco RCTs ( 921 pacientes ) também compararam a eficiência do grupo de repouso frente a outros tratamentos (exercícios, fisioterapia, manipulação vertebral, orientações para manter-se ativo, ou medicação). Mais uma vez não ficou comprovada a superioridade do grupo de repouso com relação a diminuição da dor e retorno as atividades do dia a dia. Outro estudo comparou o tempo de repouso no leito de 7 dias com o tempo de 2 a 4 dias e também não foram encontrados resultados significantes.
Em um estudo realizado por Rozenberg (et. al., 2001) dois grupos foram alocados randomicamente em uma pesquisa aberta e comparativa: um grupo com orientação de se manter ativo (“o máximo que sua dor permitir” ) e outro com instruções de repouso no leito por 4 dias. O principal critério de avaliação, mensuração de dor através de uma escala visual de dor ( V.A.S. ), foi eleito para se mensurar a eficiência do repouso absoluto como tratamento da dor lombar aguda, frente a manutenção das atividades da vida diária. Além da mensuração do níveis de dor através da escala visual, outros dois critérios de aferição , rigidez vertebral e incapacidade física, demonstraram na primeira semana, no primeiro mês e no terceiro mês do estudo, que os níveis de intensidade de dor sempre se mostraram similares
Em uma metanálise recente realizada por Hagen (et.al, 2006), com 1963 participantes, baseada em 11 trabalhos diferentes, foram aferidos os resultados de vários estudos comparativos para o tratamento de dor lombar através do repouso absoluto versus manter-se ativo, repouso versus outro tipo qualquer de tratamento e entre tempos diferentes de permanência no leito. Alem disso, no mesmo estudo, foram incluídas três categorias de dor lombar: D.L. simples, D.L. com ciática e D.L. misturada (com ou sem déficit neurológico, i.e. ciática ). Também foram considerados como critérios de avaliação, intensidade da dor lombar e estatus funcional do paciente.
Dentre os diferentes tipos de comparações, as conclusões obtidas mostraram que : Em três trabalhos o repouso no leito se mostrou ineficiente quando comparado ao conselho para mante-se ativo para pacientes com dor lombar aguda simples, dois estudos entre pacientes portadores de D.L. com dor sciática não evidenciaram diferenças nos níveis de dor, mas apresentaram diferenças razoáveis quanto ao estatus funcional em favor do grupo ativo. Quanto as comparações entre tempos diferentes de permanência no leito, para portadores de dor lombar com ou sem déficit neurológico, em dois trabalhos considerados de alto valor qualitativo não foram encontradas evidências em favor de mais ou menos dias no leito ( 2 ou 3 dias versus 7 dias ). Outros dois mostraram não existir diferenças quanto à intensidade da dor e quanto ao estatus funcional dos pacientes quando comparados os grupos de repouso e de exercícios para dor lombar aguda. Um único estudo apresentou desempenho favorável ao grupo de repouso no leito, para pacientes com ou sem déficit neurológico, entretanto, este trabalho foi considerado de baixa qualidade por apresentar pouca aplicabilidade para a população em geral.
Tendo como objetivo principal observar os efeitos do “manter-se ativo” como tratamento exclusivo para D.L. , uma outra metanálise realizada por Hilde (et.al., 2006) junto a Cocrhane Library reuniu quatro estudos. Totalizando 491 pacientes, os trabalhos reuniram homens e mulheres de 16 a 80 anos, portadores de dor lombar aguda, subaguda ou crônica, e com ou sem radiações abaixo do joelho. Dos quatro experimentos , dois incluíram pacientes com D.L. com ou sem radiações, mas um tinha como critério de exclusão pacientes com déficit neurológico ou sinal de laségue positivo. Outro experimento tinha como critério de participação somente pacientes com dor lombar seguida de radiação, e outro estudo excluía pacientes com radiação.
Também segundo Guia de prática clínica (GARCIA, 1996) não é recomendado que o paciente adote o repouso como forma de tratamento pára a dor lombar aguda, e sim como consequência de um estado de sofrimento momentâneo. Inclusive o mesmo também recomenda manter o maior grau de exercício que sua dor permitir. O repouso absoluto não é recomendado apesar de não especificar a validade deste tratamento para dor lombar acompanhada de ciática. Além disso, apesar do repouso no leito não incrementar em nada o retorno as atividades, se um paciente sentir alívio de suas dores com o repouso, recomend-se no máximo 2 ou 3 dias no leito (DEYO; DIEHL; ROSENTHAL, 1986)
Em um estudo controlado, foi avaliado a eficácia do repouso absoluto, especificamente nos casos de lombalgia acompanhadas de ciática. Neste estudo , 183 pacientes foram randomizados e separados em dois grupos: grupo controle e grupo de repouso absoluto. Após duas , três e doze semanas foram avaliados critérios como intensidade da dor e estatus funcional (VROOMEN, et.al, 1999)
Os resultados demonstram que após duas semanas 64 dos 92 pacientes do grupo de repouso absoluto tiveram melhora similar aos resultados dos 59 dos 91 pacientes do grupo controle. Após 12 semanas 87% dos pacientes de ambos os grupos relataram melhora. Os resultados dos estudos para intensidade da dor , melhora dos sintomas e estatus funcional, não revelaram diferença significante para ambos os grupos. Além disso a taxa de absenteísmo e indicação cirúrgica pós tratamento conservador continuaram semelhantes. No mesmo estudo também não ficou evidenciada a melhora dos pacientes pertencentes ao grupo de estudo ( repouso ) que tinham dor sciática, com compressão radicular, comprovada em exames de ressonância magnética, comparados aos pacientes do mesmo grupo que não as tinham.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As patologias da coluna são as que mais incapacitam a população. Na análise de diversos artigos, ficou constatada a enorme prevalência de doenças músculo-esquelética que atingem a população economicamente ativa, confirmando também a grande repercussão na economia do país, devido ao aumento de aposentadorias por invalidez e gastos com tratamento adequado para esses pacientes.
Poucos foram os tratamentos que realmente se mostraram tão eficazes no combate a dor lombar aguda quanto a própria evolução da mesma patologia. O repouso é um dos tratamentos mais antigos e ainda prescrito indiscriminadamente em vários protocolos médicos.
Apesar de ser recomendado por vários profissionais de saúde , poucos são os estudos bem definidos a respeito do posicionamento e do tempo de repouso ideal para o indivíduo com dor.
Os estudos apresentados no presente trabalho ressaltou que o repouso absoluto não é a única forma eficaz para o tratamento de dor lombar aguda e sciática, mesmo porque efeitos adversos poderão surgir em função deste. A pesquisa de Wilkson explana que os pacientes que foram submetidos ao repouso tiveram o mesmo quadro evolutivos, daqueles que pelo mesmo tempo mantiveram-se ativos. E o tempo de repouso não interfere na eficácia dos resultados, inclusive não há relação do repouso com a diminuição da dor.
Nos estudos realizados por Hagen (ano), o repouso absoluto só foi positivo para aqueles portadores de dor lombar aguda com ciática, o que não foi observado nas dores lombares simples e misturadas.
Portanto o repouso absoluto não é recomendado como única forma terapêutica para a melhoria da dor lombar aguda, apenas seria uma forma momentânea de sentir alívio nas dores.
Sendo assim é importante fazer a completa avaliação das causas da dor lombar e trata-las da forma adequada a cada tipo de paciente, colhendo dados em diagnósticos por imagens juntamente ao perfil biológico e comportamental para que assim possa atribuir o tratamento adequado, sugerindo repouso absoluto apenas em casos de alívio momentâneo ou para patologias com ciática.
REFERÊNCIAS
APLEY, A. G.; SOLAMON, L. Ortopedia e fraturas em medicina e reabilitação. 6 ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
BIENFAIT, M. Os desequilíbrios estáticos : fisiologia, patologia e tratamento fisioterápico. Edt. Summus, 1989.
CAILLIET, R. Síndrome da Dor Lombar. Porto Alegre: Artmed, 2001.
CASAROTTO, R.A.; MURAKAMI, S.; Grupo de coluna e back-school. Revista Fisioterapia. Universidade São Paulo. V.2. n.2. p.65-71. ago/dez 1995
CECIN, H.A.; et.al. Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias, Projeto Diretrizes, 2001. Disponível em http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/072.pdf. Acesso em 25 out, 2008
COX, J. M. Dor lombar: mecanismo, diagnóstico e tratamento. 6 ed. São Paulo: Manole, 2002
DEYO, R.A; DIEHL, A.K. ROSENTHAL, M. How Many Days Of Bed Rest For Acute Low Back Pain? The New England Journal Of Medicine. V. 315, n. 7, p. 1064-70, Oct 1986.
EHRLICH, G.E. Low back pain. Bull World Health Organ, Philadelphia, set. 2003. vol. 81, no. 9, pag. 671-676.
FRANKEL, V.H.; NORDIN, M. Biomecânica básica do sistema musculoesquelético. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
GANS, B. M.; LISA, J.A. Tratado de medicina e reabilitação: princípios e prática. 3.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2001
GARCIA, L.H. Hérnia de disco intervertebral lumbar invalidante para el trabajo: factores de riesgo. Rev. Méd. IMSS. México. V.34. p.69-72. 1996
GILES, L.G.F; CRAWFORD, C.M.; DIP, G. . Shadows of the Truth in Patients with Spinal Pain: A Review. The Canadian Journal of Psychiatry, Queensland, fev.1997. vol. 42, p.44-48.
GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia.4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda, 1998
KAPANDJI, I. A. Fisiologia Articular. 5a ed. São Paulo: Medicina Panamericana Editora Brasil, 2000. Vol. 3.
HAGEN, K.B; et.al. Bed rest for acute low-back pain and sciatica (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue 1, 2006. Oxford: Update Software.
HALL, J. S. Biomecânica Básica.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
HILDE. G.; et al. Advice to stay active as a single treatment for low-back pain and sciatica (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue 1, 2006. Oxford: Update Software
LEHRICH. J.R. Management of low back pain. Journal of comtemporary neurology, Harvard, dez. 1996. Disponível em: < http://mitpress.mit.edu/jrnls-catalog/cont-neuro.html>. Acesso em: dez. 2008.
MAGEE, D. J. Avaliação musculoesquelética. 3.ed. São Paulo: Manole, 2002
MAITLAND, G. D. Manipulação vertebral. 5.ed. São Paulo: Panamericana, 1989.
MALMIVAARA, A.; et.al. The treatment of acute low back pain: Bed rest, Exercises, or Ordinary activity? In:New England Journal of Medicine. Helsink: NEJM, v.332, n.6,p.351-55,febr.1995
MIRABELLI, L. Manejo da dor. In: UMPHRED, D. A. Fisioterapia Neurológica.2. ed. São Paulo: Manole, 1994
NASCHEMSOM, A. Lumbar discography — where are we today? (editorial). Spine 1989; 555-557.
PATEL, T.A; ABNA, A.O. Diagnosis and Management of Acute Low Back Pain. American Academy of Family Physitians, Kansas City, 15 março 2000. vol. 61 n. 6
RASCH, P. J. Cinesiologia e anatomia aplicada. 7. ed. Rio de Janeiro :Guanabara Koogan, 1991.
REEVES, RR. ALGOOD, T.L, WISE, P.M. Skeletal Muscle Relaxants and Associated Medications for Nonspecific Acute Back Pain. PT Journal, v.30, n.9, p.518-26, set, 2005
ROZENBERG, S. et.al. Bed Rest or Normal Activity for Patiens With Acute Low Back Pain: A randomized controlled trial. Spine, Paris, 01, março. 2001. vol.27. n.14. p.1487-1493.
SALTER, R.B. Distúrbios e lesões do sistema músculo esquelético. 3ed, Rio de Janeiro: Medsi, 2001
SILVA, G. P.; ANANIAS, G. C. Influência do ultra-som terapêutico associado à
alongamentos na reabilitação de algias lombares relacionadas ao trabalho. 2002. Disponível em: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/eletro/ultra_som_algias.htm Acesso em 15 out 2004
SMITH, L.K.; WEISS, E.L.; LEHMKUHL, L.D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. São Paulo: Manole,1997
TEIXEIRA, M. J.; FIGUEIRÓ, B. J. A. Dor: epidemiologia, fisiopatologia, avaliação, síndromes dolorosas e tratamento. São Paulo: Grupo editorial Moreira Júnior, 2001.
TRIBASTONE, F. Tratado de exercícios corretivos: aplicados a reeducação motora postural. São Paulo: Manole, 2001.
TULDER, M.; KOES, B. Low Back Pain. American Academy of Family Physitians, London, 01 março. 2002. vol.65/ n.5.
VIEL, E.; ESNAULT, M. Lombalgias e cervicalgiasda posição sentada. São Paulo: Manoli, 2000
VROOMEN, P.C.A.J; et.al. Lack of effectiveness of bed rest for sciatica. New England Journal of Medicine, Massachusetts Medical Society, 11 fev. 1999. vol. 340(6), p.418-423
WALDELL, G.; FEDER, G. LEWIS, M. Systematic reviews of bed rest and advice to stay active for acute low back pain. British Journal of General Practice, Outubro 1997
WAN, Y.; SCHIMMELS, J. M. Optimal seat suspension design based on minimum
J. Biomechan Eng, v.119, n.4, p.409-16, 1997.
WATKINS, J. Estrutura e função do sistema musculoesquelético.Porto Alegre: Artmed,2001
WIESEL, S.W; et.al. Acute Low-back pain – An objective analysis of conservative therapy. Spine 1980;5(4):324-330.
WILKINSON, M.J.B. 48 hours’bed rest influence the outcome of acute low back pain? Britisth Journal of American Practice, Birminghan, 16 jan. 1995. n.45, p.481-484
